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28/08/2005 - Editora da revista JAMA recebe e-mails de protesto após ter publicado artigo sobre reações do feto à dor

A Dra. Catherine DeAngelis, editora chefe da Journal of the American Medical Association (JAMA), disse que precisou refletir sobre o texto após receber dezebas de mensagens “horríveis, vingativas”. “Uma mulher disse que iria rezar por minha alma”, afirmou DeAngelis. “Eu poderia usar todas as orações que recebesse”, acrescentou.

DeAngelis disse que é uma convicta católica romana e que se opõe fortemente ao aborto, embora sustente o direito de escolha da mulher. “Sua licença deveria ser cassada”, disse DeAngelis, ao ler em voz alta um dos mais de 50 e-mails que chegaram ao seu consultório. “Você é hipócrita”, “Você deveria ter um trabalho de verdade”, “A eternidade vai trazer justiça definitivamente para você”, escreveram outros.

Críticos disseram que o artigo, publicado na edição de quarta-feira (24/8) da JAMA motivou politicamente um ataque na legislação federal que está sendo proposta para que seja requerido aos médicos que proponham informações sobre a dor fetal para mulheres que procuram por abortos quando os fetos têm pelo menos 20 semanas, e para oferecer às mulheres anestesia fetal quando na gravidez. Diversos Estados já legislaram sobre medidas semelhantes.

Um dos cinco autores do artigo é um obstetra da Universidade da Califórnia, em San Francisco, que trabalha numa clínica de aborto, e o segundo autor – um estudante de medicina e advogado da mesma universidade (UCSF) -- trabalhou vários meses no grupo de defesa NARAL Pró-Escolha América.

DeAngelis disse que a JAMA irá publicar adequadamente os comentários críticos que lhe forem submetidos numa edição próxima e que dará aos autores a chance de resposta. Mas ficará a seu critério publicar isto. “Não há nada errado com este artigo”, afirmou DeAngelis. “Não é uma pesquisa original. É um artigo de revisão, baseado em dados de dezenas de artigos médicos de outros pesquisadores. DeAngelis afirmou que a experiência dos obstetras não é um conflito porque realizar abortos é com freqüência uma parte de seu trabalho. (Fonte: CNN)

Clique aqui para ler a íntegra da matéria

 

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