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01/03/2006 - Quatro indiciados nos EUA por roubo de partes de corpos para transplantes


O procurador do distrito do Brooklyn, Charles Hynes, disse que a operação ilegal parecia "como um filme de terror barato". O corpo do apresentador da BBC Alistair Cooke, que morreu em 2004 aos 95 anos, estava entre os que foram pilhados.

O advogado de um dos suspeitos, o ex-dentista Michael Mastromarino, disse que seu cliente negou as acusações. Também foram indiciados dois empregados de Mastromarino - Lee Crucetta e Christopher Aldorasi – bem como o operador de funerária Joseph Nicelli como participantes do esquema.

Substituição de ossos

De acordo com os promotores, os réus ganharam milhões de dólares com a venda de partes obtidas de corpos e funerais realizados por Nicelli. “A insensibilidade aqui é incalculável”, afirmou o promotor Charles Haynes.

Ossos, órgãos e tecidos foram alegadamente vendidos pelos Serviços de Tecidos Biomédicos Ltda., de Mastromarino, para clientes inconscientes, para fins de implantes.

Certificados de mortes e formulários de consentimento foram forjados, dando a impressão de terem parecido doações legítimas. Partes roubadas do corpo de Alistair Cooke, que morreu de câncer, foram negociadas como se fossem de uma pessoa saudável de 85 anos, que teria morrido de ataque cardíaco.

Segundo os promotores, os homens descartaram luvas, aventais e outros itens dentro dos corpos retalhados antes de costurá-los. Eles também alegaram ter substituído ossos roubados por tubos de PVC. “O que houve aqui... é algo como um filme de terror barato”, disse o promotor.

"Mas para os milhares de parentes daqueles cujos corpos foram usados para lucro, e para os receptores das partes suspeitas, isto não foi um filme de horror. Foi real”, concluiu Haynes.

Fonte: BBC


 

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