
Manreza defende a “viabilidade” do paciente
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Para o Dr. Luiz Alcides Manreza, relator da Resolução 1.480/1997 do Conselho Federal de Medicina (CFM), na qual o teste da apnéia consta como um dos exames obrigatórios para a declaração de morte encefálica, “o teste de apnéia é adotado com o aval de mais de 80% das escolas de neurologia do mundo, e há inclusive países nos quais o diagnóstico de morte encefálica é apenas clínico, não precisando de exames subsidiários, como o de apnéia”. Manreza defendeu que a discussão da morte encefálica não deve ser realizada “em um foro como este” (CPI), mas nas câmaras técnicas do CFM. “O conceito de morte encefálica é prognóstico, é de viabilidade do paciente”, postulou, acrescentando que “a morte é não é um evento, mas um processo” (veja a entrevista O Paciente Viável é o Próximo Passo da Medicina).
“Em diversos casos de denúncias sobre irregularidade na captação de órgãos, que recebemos de familiares de vítimas, existe a dúvida sobre se o paciente estava ou não estava morto na hora da realização do transplante. O que estamos vendo aqui é que existem especialistas garantindo que o teste obrigatório para declarar a morte encefálica, sem a qual não há transplantes, é um teste que, ao invés de diagnosticar a morte, é a arma que mata o paciente”, declarou Fraga após o encerramento da audiência.
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