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25/04/2005 - BIODIREITO-MEDICINA PARTICIPA DO III ENCONTRO NACIONAL DA REDE ALFREDO DE CARVALHO

Num país que lê pouco e onde o analfabetismo funcional salta aos olhos, o trabalho da Rede Alfredo de Carvalho – Rede Alcar – desponta como uma iniciativa fundamental para a integração da imprensa à sua própria memória e à da sociedade. A Rede Alcar foi fundada oficialmente em 5 de abril de 2001, no Rio de Janeiro.

O objetivo é retomar o trabalho realizado, no início do século 20, pelo historiador pernambucano Alfredo de Carvalho, sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Ele realizou a primeira pesquisa integrada sobre a imprensa brasileira. Foi o grande delineador do inventário documental que preparou o terreno para a aventura historiográfica reservada aos jovens pesquisadores da mídia impressa. Na década de 50, o Brasil tinha um volume diário de 5,7 milhões de exemplares de jornais para uma população de 52 milhões de habitantes. No ano 2000, a tiragem diária de jornais é de 7,8 milhões para uma população estimada em mais de 170 milhões de pessoas.

A Rede Alcar está trabalhando em diversas frentes para que a imprensa possa, em 2008, ao completar 200 anos no Brasil, poder olhar para a sua história e vê-la integralmente. Já foram realizados três encontros nacionais da rede. O mais recente ocorreu de 14 a 16 de abril no Centro Universitário Feevale, em Novo Hamburgo(RS). Uma das novidades deste encontro foi a criação do Grupo de Trabalho de História da Mídia Alternativa. Esta proposta foi aprovada no segundo encontro, que ocorreu em 2004 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Além da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), participam da Rede Alcar como fundadores a Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), que tem a cátedra da Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, através de seu titular, professor José Marques de Melo; e os seguintes professores: Francisco Karam - Titular da Cátedra FENAJ/UFSC de Jornalismo; Sinval de Itacarambi Leão - Diretor da Revista Imprensa; Fernando Segismundo - Presidente da ABI - Associação Brasileira de Imprensa; Esther Bertoletti - Projeto Resgate do Ministério da Cultura; Cybelle de Ipanema - IHGB- Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Marco Morel - UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Marialva Barbosa - UFF - Universidade Federal Fluminense; Luiz Guilherme Pontes Tavares - Coordenador do NEHIB / Salvador; Carlos Cavalcanti - CEICP – Recife; Sebastião Jorge - UFMA - Universidade Federal do Maranhão.

Atualmente, a Rede Alcar tem os seguintes GTs:
1- História do Jornalismo;
2-História da Publicidade e Propaganda;
3-História das Relações Públicas;
4-História da Mídia Impressa (Livro, Revista, Jornal);
5- História da Mídia Sonora (Rádio, Disco, Música);
6-História da Mídia Visual (Fotografia, Quadrinhos, Cartazes);
7-História da Mídia Audiovisual (Cinema, TV, Vídeo);
8-História da Mídia Digital (Web e NTCs);
9-História da Mídia Alternativa; 10-História da Midiologia.

O trabalho da rede Biodireito-Medicina – “De e-groups a website: a trajetória de Biodireito-Medicina, trabalho de comunicação alternativa que desafia o agenda-setting e é referência entre tratadistas do Biodireito” foi apresentado no dia 16 de abril, no GT-8, coordenado pelo professor Dr Walter Lima, da UniFIAM/SP. Este terceiro encontro da Rede Alcar teve número recorde de participantes – mais de 300, vindos de 16 Estados brasileiros.

Foi baseada nessa sistematização das fontes da moderna História nacional que a historiadora Esther Bertoletti empreendeu, no último quartel do século XX, o ousado Plano Nacional de Microfilmagem dos Periódicos Brasileiros . Trata-se naturalmente de obra a ser completada, com a criação da Hemeroteca Nacional. Esse programa destina-se a retirar as coleções de jornais e revistas dos porões da Biblioteca Nacional , intensificando o seu uso por parte da comunidade acadêmica. Somente assim será possível preservar a memória daqueles que construíram a opinião pública e fortaleceram a democracia participativa no Brasil. Essa pesquisa deverá estar concluída em 2008, esperando-se cobrir todo o território nacional. Os levantamentos e análises tomarão a cidade como espaço referencial, buscando-se, em fase mais avançada, tecer as malhas das conexões regionais, identificando também aqueles traços nacionalmente hegemônicos. Essa tarefa inicial será assumida por uma equipe multi-universitária, liderada pelo Núcleo de Jornalismo da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Também estão sendo convocadas as duas outras associações acadêmicas do campo comunicacional brasileiro: a ABECOM - Associação Brasileira de Escolas de Comunicação Social e a COMPÓS - Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação.

Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação
Cátedra FENAJ/UFSC de Jornalismo

Parceria:
Revista IMPRENSA
Cooperação institucional:
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB)
Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Participação acadêmica:
INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
ABECOM - Associação Brasileira de Escolas de Comunicação Social
COMPÓS - Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (GT de Jornalismo)
Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo

Equipe fundadora:
José Marques de Melo - Titular da Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação
O professor José Marques de Melo, profícuo autor de estudos sobre a comunicação no país e no exterior, coordenará dia 05 de abril, a partir das 14 horas, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, a reunião de instalação da Rede Alfredo de Carvalho, cujo objetivo fundamental é "desenvolver ações públicas destinadas a comemorar os 200 anos de implantação da imprensa no Brasil" desde agora até 13 de maio de 2008. A Rede recebeu a adesão da ABI, Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), da revista Imprensa, do embrionário Núcleo de Estudos da História dos Impressos da Bahia (Nehib) e segue aberta a outras instituições e pessoas. O professor Marques de Melo foi justo quando escolheu o nome do pesquisador pernambucano Alfredo de Carvalho (1870-1916) para denominar a Rede.

Para leitura da apresentação do trabalho pela Administração de Biodireito-Medicina no Encontro Nacional da Rede ALCAR, no dia 16 de abril, em Novo Hamburgo clique aqui


 

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