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10/03/2005 - Eutanásia de recém-nascidos quase não tem registro na Holanda
A eutanásia de recém-nascidos doentes, em estado terminal, enquanto ainda muito rara, é mais comum na Holanda do que se acreditava quando esta espantosa prática foi reportada, há poucos meses. Especialistas dizem que ela também ocorre, de modo discreto, em outros países.
Médicos holandeses estimam que pelo menos cinco mortes por piedade ocorram para cada uma registrada no país, que permite a eutanásia para adultos capazes desde 1985.
Em 2002, médicos do Centro Médico Universitário de Groningen ajudaram a criar o chamado protocolo Groningen, uma lista de pdrões para realizar e registrar eutanásia de recém-nascidos com deformidades séria e incuráveis. O objetivo era encorajar mais registros e discussões.
Dois pediatras daquele hospital, Drs. Pieter J.J. Sauer e Eduard Verhagen, relatara, na edição de quinta-feira do New England Journal of Medicine que 22 mortes por piedade de recém-nascidos que, de outra forma, teriam que demorar-se em cuidados intensivos, durante anos, foram reportadas a autoridades de 1997 a 2004, cerca de três a cada ano. Mas pesquisas nacionais de médicos holandeses constataram que há 15 a 20 desses casos por ano, para cada 200 mil nascimentos.
Verhagen, que apóia este tipo de eutanásia, disse, em entrevista, que os médicos foram autorizados a rever registros distritais de procuradores em 22 dos casos reportados. Nenhum foi processado.
"Esses foram todos casos muito claros e extremos", disse, “onde os recém-nascidos estavam sofrendo de spina bifida severa e não tratável, com grandes deformidades encefálicas e deformidades no cordão espinal e, às vezes, com outros defeitos de nascimento”. “Devemos deixá-lo continuar a viver em sofrimento ou devemos terminar com a sua vida e com o seu sofrimento?"
Os oponentes da eutanásia e outros têm sido altamente críticos deste ponto de vista.
"Em alguns meses passados, a imprensa internacional esteve plena de relatos sangrentos e equívocos com relação a este protocolo", escreveram os médicos no jornal.
O protocolo Groningen requer que se tenha a certeza que os recém-nascidos estão sofrendo muito, com nenhuma esperança de melhora, que o prognóstico seja certo e confirmado por, pelo menos, um médico independente, e que ambos os pais dêem o consentimento informado.
Detalhes da condição do recém-nascido e procedimentos da eutanásia, geralmente uma infusão de drogas letais, devem ser registrados para procuradores distritais locais sob o protocolo, de modo que eles possam avaliar cada caso sem interrogar os médicos. (ABC News, 10/3)
Fonte: ABC News
Veja também a mesma notícia na
CNN .
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